Negando a Negação: Arquivos e Memórias sobre a Presença Negra em Uberaba-MG

Ref: 978-85-473-3623-3

A educação popular é uma práxis que contribui para que as pessoas possam “tomar a história nas mãos”, na luta por garantir que parcelas discriminadas da sociedade tenham direito a vez e voz, denunciando práticas opressoras e anunciando formas de superação da realidade. Na perspectiva de visibilizar histórias de pessoas negras escravizadas da região de Uberaba-MG, o que se percebe nos arquivos da história e nas histórias de vida é um esvaziamento dos elementos culturais de sustentação da identidade do povo, o que contribuiu para reduzir as condições próprias para o trabalho político de sua luta.


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ISBN: 978-85-473-3623-3


Edição: 1


Ano da edição: 2019


Data de publicação: 23/10/2019


Número de páginas: 153


Encadernação: Brochura


Peso: 100 gramas


Largura: 14 cm


Comprimento: 21 cm


Altura: 2 cm


1. Tiago Zanquêta de Souza.

A educação popular é uma práxis que contribui para que as pessoas possam “tomar a história nas mãos”, na luta por garantir que parcelas discriminadas da sociedade tenham direito a vez e voz, denunciando práticas opressoras e anunciando formas de superação da realidade. Na perspectiva de visibilizar histórias de pessoas negras escravizadas da região de Uberaba-MG, o que se percebe nos arquivos da história e nas histórias de vida é um esvaziamento dos elementos culturais de sustentação da identidade do povo, o que contribuiu para reduzir as condições próprias para o trabalho político de sua luta. A população negra, outrora escravizada, hoje liberta e marginalizada, faz parte de uma sociedade que ainda a reveste das marcas do preconceito e da exclusão social. Em Uberaba, esse quadro não é diferente. Dessa forma, esta obra apresenta um resgate da história da escravidão nessa cidade, arquivada em documentos e na memória de poucos, para, em seguida, colocar essa história em diálogo com alguns pilares da educação popular, com a finalidade de pensar novas práticas pedagógicas – escolares ou não – que tenham sentido e significado com relação ao que se aprende, a quem aprende e com quem aprende. Nesse sentido, esperamos despertar no leitor e na leitora um olhar mais aprofundado e crítico sobre a realidade em que vivem, a ponto de questioná-la, para, a partir disso, buscar por transformações que visam à felicidade, à autonomia e à liberdade.