A Cidade como Cenário de Oportunidades: Etnografia das Margens

Ref: 978-85-473-3101-6

O ensaio A cidade como cenário de oportunidades. Etnografia das margens constitui-se numa proposta para olhar a cidade em toda a sua complexidade. Optou-se pela abordagem etnográfica, ancorada na pesquisa relacional, ou seja, baseada em situações de comunicação vivenciadas pela etnógrafa. Compreender o que acontece aqui ou lá, ao se situar na experiência vivida, permite descrever o modo como as pessoas sentem e expressam diferentes injustiças no acesso à moradia, à cidade e aos seus serviços.


Calcule o frete

Opções de entrega:

Versão impressa
R$ 57,00
ADICIONAR 
AO carrinho

ISBN: 978-85-473-3101-6


Edição: 1


Ano da edição: 2019


Data de publicação: 25/10/2019


Número de páginas: 167


Encadernação: Brochura


Peso: 100 gramas


Largura: 14.8 cm


Comprimento: 21 cm


Altura: 2 cm


1. Caterine Reginensi.

O ensaio A cidade como cenário de oportunidades. Etnografia das margens constitui-se numa proposta para olhar a cidade em toda a sua complexidade. Optou-se pela abordagem etnográfica, ancorada na pesquisa relacional, ou seja, baseada em situações de comunicação vivenciadas pela etnógrafa. Compreender o que acontece aqui ou lá, ao se situar na experiência vivida, permite descrever o modo como as pessoas sentem e expressam diferentes injustiças no acesso à moradia, à cidade e aos seus serviços.

O arranjo do espaço nessa etnografia das margens foi concebido de maneira a recriar o cenário de oportunidades que a cidade contemporânea oferece não apenas aos visitantes em busca de exotismo, mas também aos que vivem e fazem a cidade no cotidiano. Esse "fazer-cidade" é um processo que não tem fim. As margens remetem a outros conceitos, tais como interstícios, fronteiras. E as "fronteiras" entre "nós" e " os outros" acabam não sendo tão marcadas na realidade cotidiana. A reflexão sobre as margens como elaboração de um objeto de pesquisa antropológica questiona as categorias e categorizações: margens, marginalização, fronteiras, público/privado. As cidades brasileiras, bem como as latino-americanas ou africanas, representam figuras emblemáticas das margens: expansão urbana, explosão demográfica, combinadas com desigualdades e profusão de áreas fragmentadas. Estudar as margens não significa descrever periferias ou favelas, mas assumir uma postura de pesquisadora "em movimento" analisando situações do fazer e do inventar a cidade, experiências que revelam dinâmicas urbanas.