Do Mar do Caribe à Beira do Madeira: Historiografia, Cultura e Imigração

Ref: 978-85-473-3746-9

Do mar do Caribe à beira do Madeira há muitos espaços, tempos, discursos. Algumas narrativas, de tanto se ouvir/ler, já eram tidas como a história verdadeira, versão única da jornada de povos que ajudaram a fundar Porto Velho pelas trilhas do seu trabalho. Reconhecer identidades é tarefa que exige chegar perto, por isso, era mais fácil dizer “barbadianos”. Mas ela se reconheceu, encontrou-se com a historicidade do nome que carrega, olhou-se no espelho, ouviu canções, ouviu-se com calma, ouviu histórias familiares, sentou para observar o pão que comia e foi ler livros… mas ela não estava lá. Percebeu que as mulheres chamadas de “prostitutas negras de Barbados” eram sua tataravó, bisavó, avó, mãe, ela própria… Reconheceu os ditos, os não ditos e os desditos da literatura regional e percebeu que alguém devia contar essa história… mas seria ela? Por que não? Com sua coragem e forte delicadeza peculiares, Cledenice Blackman brinda-nos com uma história que nos leva do mar ao rio, tecendo novos olhares para a história de Rondônia e também novas perspectivas metodológicas para o estudo historiográfico sobre migração, mas principalmente sobre os antilhanos. Desmonta a perspectiva linear sobre o tema que vigorava até então e cria uma nova perspectiva de leitura que considera a multiculturalidade, a heterogeneidade e a diversidade sociocultural da imigração antilhana para Porto Velho – RO.


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ISBN: 978-85-473-3746-9


ISBN Digital: 978-85-473-3747-6


Edição:


Ano da edição: 2019


Data de publicação: 21/10/2019


Número de páginas: 149


Encadernação: Brochura


Peso: 100 gramas


Largura: 16 cm


Comprimento: 23 cm


Altura: 2 cm


1. Cledenice Blackman.

Do mar do Caribe à beira do Madeira há muitos espaços, tempos, discursos. Algumas narrativas, de tanto se ouvir/ler, já eram tidas como a história verdadeira, versão única da jornada de povos que ajudaram a fundar Porto Velho pelas trilhas do seu trabalho. Reconhecer identidades é tarefa que exige chegar perto, por isso, era mais fácil dizer “barbadianos”.
Mas ela se reconheceu, encontrou-se com a historicidade do nome que carrega, olhou-se no espelho, ouviu canções, ouviu-se com calma, ouviu histórias familiares, sentou para observar o pão que comia e foi ler livros… mas ela não estava lá. Percebeu que as mulheres chamadas de “prostitutas negras de Barbados” eram sua tataravó, bisavó, avó, mãe, ela própria… Reconheceu os ditos, os não ditos e os desditos da literatura regional e percebeu que alguém devia contar essa história… mas seria ela? Por que não?
Com sua coragem e forte delicadeza peculiares, Cledenice Blackman brinda-nos com uma história que nos leva do mar ao rio, tecendo novos olhares para a história de Rondônia e também novas perspectivas metodológicas para o estudo historiográfico sobre migração, mas principalmente sobre os antilhanos. Desmonta a perspectiva linear sobre o tema que vigorava até então e cria uma nova perspectiva de leitura que considera a multiculturalidade, a heterogeneidade e a diversidade sociocultural da imigração antilhana para Porto Velho – RO.
É uma daquelas leituras prazerosas e relevantes que não se pode passar a vida sem fazer. É um privilégio fazê-la tomando um café e observando o mesmo rio. Suas águas, tempos e espaços não são mais os mesmos, mas sua presença continua ali, anunciando e denunciando a história. Esta obra tem valor científico, pedagógico e social inquestionáveis. Mas, talvez, seu maior mérito seja mostrar o caminho de uma menina que estava à beira de um rio e conseguiu ver dali um mar, encontrou-se com sua própria história e se tornou uma mulher que é reconhecida porque, antes, (re)conheceu-se e teve a coragem de escrever sobre o que não lia e de mostrar que existem famílias e pessoas por trás das histórias de migração e que as generalizações quase sempre não são justas por mascarar, limitar ou homogeneizar a vida de pessoas reais.
O livro nos convida a assumir uma postura diante da vida, de respeito e empatia, pois para reconhecer a si e ao outro, é preciso chegar mais perto.