Música e Periferia: O Sonho e o Real em um Mundo Negro Chamado Bahia

Ref: 978-85-473-3790-2

Música e periferia: o sonho e o real em um mundo negro chamado Bahia tem como tema a profissionalização de jovens na área de Música por meio de projetos sociais. São protagonistas aqui os músicos da Orquestra de Berimbaus Afinados Dainho Xequerê – OBADX –, os quais são alunos egressos da Escola de Educação Percussiva Integral (EEPI), situada em um contexto urbano em que os jovens vivem em condição de vulnerabilidade social, sendo, frequentemente, expostos a situações de violência.Aqui se entrecruzam discussões acerca do genocídio de jovens negros brasileiros, bem como questões de como é ser negro em Salvador (Bahia), a cidade mais negra do Brasil. Mas vai além, traz uma aproximação umbilical, ancestral e espiritual com a capoeira, configurando-se, em dados momentos, como um caleidoscópio, ao trazer diferentes prismas que sinalizam questões emergentes, por exemplo, a necessidade do diploma para o desempenho da profissão de músico.


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ISBN: 978-85-473-3790-2


ISBN Digital: 978-85-473-3791-9


Edição:


Ano da edição: 2019


Data de publicação: 31/10/2019


Número de páginas: 191


Encadernação: Brochura


Peso: 100 gramas


Largura: 16 cm


Comprimento: 23 cm


Altura: 2 cm


1. Anderson Brasil.

Música e periferia: o sonho e o real em um mundo negro chamado Bahia tem como tema a profissionalização de jovens na área de Música por meio de projetos sociais. São protagonistas aqui os músicos da Orquestra de Berimbaus Afinados Dainho Xequerê – OBADX –, os quais são alunos egressos da Escola de Educação Percussiva Integral (EEPI), situada em um contexto urbano em que os jovens vivem em condição de vulnerabilidade social, sendo, frequentemente, expostos a situações de violência.
Aqui se entrecruzam discussões acerca do genocídio de jovens negros brasileiros, bem como questões de como é ser negro em Salvador (Bahia), a cidade mais negra do Brasil. Mas vai além, traz uma aproximação umbilical, ancestral e espiritual com a capoeira, configurando-se, em dados momentos, como um caleidoscópio, ao trazer diferentes prismas que sinalizam questões emergentes, por exemplo, a necessidade do diploma para o desempenho da profissão de músico.
As palavras “resistência”, “negro”, “comunidade” e “nós” permeiam toda a obra, pois aparecem em diversas falas. O processo de ensino e aprendizagem em Música é permeado pela oralidade e cristalizado por afetos presentes na capoeira e em vidas comunitárias, o que permite abrigar a construção dessa formação profissional sob o olhar da Educação Musical, em construções epistêmicas contra hegemônicas de como ensinar e fazer música na contemporaneidade.
A obra busca de forma despretensiosa reconhecer um perfil profissional legitimado socialmente, ao utilizar parâmetros para além da formação acadêmica ou o simples registro em uma ordem profissional. Nesta obra, aborda-se que a experiência não depende apenas das condições externas e objetivas, mas é determinada pelo desejo, pela coerência interna entre as convicções, atitude e propósito de cada um, mesmo ao se tratar de um cenário marcado pela sobrevivência em meio à carência de recursos, à violência e à discriminação racial, como é a vida do jovem negro brasileiro.