Meninas, Mulheres e Imagens Virtuais: Por Entre Violências, Direitos e Ciberfeminismos

Ref: 978-85-473-3744-5

Sabe-se que transita na internet – o meio de comunicação mais significativo da sociedade atual – a repetição de estruturas sociais e estereótipos. É nessa lógica que violências contra as mulheres são reproduzidas, coexistindo com transformações na intimidade e avanços na autonomia feminina.O meio virtual reflete e incita uma cultura de hiperexposição da imagem, no qual vidas privadas alcançam dimensão pública. Surge aí o sexting – uma forma de relacionamento entre jovens por meio de mensagens de texto de cunho sexual e que podem conter imagens –, palco também para chantagem e exploração da imagem feminina: o pornô de vingança.Se o sexting existe no sentido de novas nuances no relacionamento, e já que se relacionar pressupõe mais de uma pessoa, qual a razão de as mulheres terem suas expressões sexuais cerceadas? A exposição da imagem de mulheres como vingança desnuda uma lógica machista e aponta para a necessidade de se trabalhar a educação sexual na juventude. Por outro lado, essa mesma internet que veicula violências abre-se em um espaço propício a movimentos autônomos para enfrentar essas agressões. Os ciberfeminismos ocupam as lacunas não preenchidas por instituições formais, criando e fortalecendo redes de apoio a vítimas e atuando no autoconhecimento de meninas e mulheres, bem como enfrentando novos desafios relativos aos movimentos sociais, da necessidade de maior abrangência e de cautela a punitivismos (em momento de tensões propiciadas pelo no ciberespaço e enfatizadas neste).


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ISBN: 978-85-473-3744-5


Edição:


Ano da edição: 2019


Data de publicação: 18/11/2019


Número de páginas: 187


Encadernação: Brochura


Peso: 100 gramas


Largura: 14.8 cm


Comprimento: 21 cm


Altura: 2 cm


1. Mariana Risério Chaves de Menezes.

Sabe-se que transita na internet – o meio de comunicação mais significativo da sociedade atual – a repetição de estruturas sociais e estereótipos. É nessa lógica que violências contra as mulheres são reproduzidas, coexistindo com transformações na intimidade e avanços na autonomia feminina.
O meio virtual reflete e incita uma cultura de hiperexposição da imagem, no qual vidas privadas alcançam dimensão pública. Surge aí o sexting – uma forma de relacionamento entre jovens por meio de mensagens de texto de cunho sexual e que podem conter imagens –, palco também para chantagem e exploração da imagem feminina: o pornô de vingança.
Se o sexting existe no sentido de novas nuances no relacionamento, e já que se relacionar pressupõe mais de uma pessoa, qual a razão de as mulheres terem suas expressões sexuais cerceadas? A exposição da imagem de mulheres como vingança desnuda uma lógica machista e aponta para a necessidade de se trabalhar a educação sexual na juventude.
Por outro lado, essa mesma internet que veicula violências abre-se em um espaço propício a movimentos autônomos para enfrentar essas agressões. Os ciberfeminismos ocupam as lacunas não preenchidas por instituições formais, criando e fortalecendo redes de apoio a vítimas e atuando no autoconhecimento de meninas e mulheres, bem como enfrentando novos desafios relativos aos movimentos sociais, da necessidade de maior abrangência e de cautela a punitivismos (em momento de tensões propiciadas pelo no ciberespaço e enfatizadas neste).