O Farol de Joana Preta: Heterotopias e Memórias em Olivedos-PB (1940-1970)

Ref: 978-85-473-4283-8

No livro O Farol de Joana Preta: Heterotopias e Memórias em Olivedos- PB (1940-1970), encontram-se narrativas que anunciam uma tessitura de fios que compõem uma história, com um espaço apresentado como objeto do conhecimento histórico, o “Farol e Joana Preta” enquanto protagonista desse espaço e representação da História das mulheres em Olivedos-PB.


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ISBN: 978-85-473-4283-8


ISBN Digital: 978-85-473-4284-5


Edição:


Ano da edição: 2020


Data de publicação: 16/01/2019


Número de páginas: 149


Encadernação: Brochura


Peso: 300 gramas


Largura: 16 cm


Comprimento: 23 cm


Altura: 2 cm


1. Rozeane Porto Diniz.

No livro O Farol de Joana Preta: Heterotopias e Memórias em Olivedos- PB (1940-1970), encontram-se narrativas que anunciam uma tessitura de fios que compõem uma história, com um espaço apresentado como objeto do conhecimento histórico, o “Farol e Joana Preta” enquanto protagonista desse espaço e representação da História das mulheres em Olivedos-PB.
O Farol com suas relações sexuais/sociais, é configurado enquanto espaço “heterotópico” do desvio, “lugar praticado”, espaço de comércio, guarita de filhos alheios, entre outras configurações, imbuído de uma multiplicidade de atribuições e/ou representações, que, por vezes, positivaram-no e visibilizaram socialmente para os poderes instituídos. Outras vezes, o espaço foi tido como marginal, incômodo, atraso e, por isso, negativizado.
A existência desse espaço, assim como a existência de Joana Preta, passa por um processo de visibilidade e/ou invisibilidade que envolve as tramas e relações dentro do Farol e, portanto, que a existência social de ambos dá-se a partir do momento em que o espaço é configurado de “Cabaré ou Farol de Joana Preta”.
Joana Preta pode ter sido imobilizada por discursos tradicionais e dominantes, mesmo não estando ausente de sua posição enquanto sujeito histórico ativo, mas os seus indícios, aqueles que clamam a “diferença” e mesmo os silêncios sobre suas histórias, fizeram-me interrogar o passado para compreender as multiplicidades que construíram Joana Preta enquanto representação da história das mulheres em Olivedos.
Foi preciso quebrar algumas lacunas, romper com alguns silêncios, narrar traços de uma história inapreensível para apresentar Joana Preta, protagonista do Farol com suas identidades, que, por meio de tantas narrativas, compuseram, na descontinuidade das práticas humanas, nas fissuras da produção das memórias, nas escolhas que fiz para pensar na multiplicidade e no prazer que faz o métier da historiadora em narrar, por meio dos discursos anunciados neste livro, as contribuições de Joana Preta para a emancipação da mulher, enquanto representação para a história das mulheres e como acontecimento em Olivedos-PB, apresentado na expressão repetida tantas vezes na “boca do povo” e que motivou a escrita deste livro, “Isto é um Cabaré de Joana Preta!”