Antonin Artaud: A Linguagem na Desintegração da Palavra

Ref: 4072649

Wilson Coêlho realiza um trabalho prospectivo, como bom espeleólogo, afeito à rarefação e à profundidade, nas jazidas intermináveis de Antonin Artaud."


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ISBN: 978-85-8192-151-8


Edição: 1


Ano da edição: 2013


Data de publicação: 00/00/0000


Número de páginas: 152


Peso: 200 gramas


Largura: 14.8 cm


Comprimento: 21 cm


Altura: 2 cm


1. Wilson Coêlho.

Trata-se de uma investigação sobre o valor e o significado da palavra em Antonin Artaud, desde a maneira como a utiliza em sua obra literária até o teatro, tanto como dramaturgo quanto como encenador, passando pelo cinema, cartas, desenhos e suas tentativas de teorizar a respeito da linguagem artística. Para além de uma pesquisa da obra, também há uma abordagem sobre sua postura frente ao mundo como um homem que coloca o próprio corpo na fogueira de suas indagações. Apesar de o poema Ci-Gît estar colocado como tema de referência para a pesquisa, outros textos também são, de certa forma, analisados, na medida em que interessam na fundamentação e esclarecimento de como Artaud persegue uma poética para além da limitação e particularização da arte dividida em gêneros, estilos e categorias. Não se trata de uma visão mitificadora ou mistificadora de Artaud, mas - muito pelo contrário - a sua humanização, não no sentido do humano idealizado, mas do homem que se faz humano a partir do gesto de existir existindo, ou seja, transcendendo o mero fato de haver nascido e ser compreendido ou aceito como homem a partir de definições sócio-biológicas.

"Wilson Coêlho realiza um trabalho prospectivo, como bom espeleólogo, afeito à rarefação e à profundidade, nas jazidas intermináveis de Antonin Artaud. Integra, portanto, a alta linhagem da reflexão artaudiana em nosso país, aberta por Nise da Silveira e Rubens Corrêa. Ligado à práxis da Casa de Dioniso, Wilson Coêlho é também Auditor Real do Colégio de Patafísica de Paris, promovido recentemente a Comendador Exquis e condecorado com a comenda tarahumara voluntário. Títulos que espelham sua longa amizade com Fernando Arrabal e explicam o segredo da combinação - ou parte dele - para atingir outras camadas do mundo artaudiano."
Marco Lucchesi - Academia Brasileira de Letras