“Formação de Cabeças ou de Braços”: Tensionamentos Históricos em Currículos da Formação Profissional entre 1963-2008

Ref: 978-85-473-4374-3

O livro “Formação de cabeças ou de braços”: tensionamentos históricos em currículos da formação profissional entre 1963-2008 trata dos tensionamentos entre Educação Geral e Formação Profissional na configuração dos currículos do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul (IFRS), campus Sertão, entre 1963 e 2008.


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ISBN: 978-85-473-4374-3


ISBN Digital: 978-85-473-4375-0


Edição:


Ano da edição: 2020


Data de publicação: 27/03/2020


Número de páginas: 211


Encadernação: Brochura


Peso: 100 gramas


Largura: 16 cm


Comprimento: 23 cm


Altura: 2 cm


1. Odair José Spenthof.

O livro “Formação de cabeças ou de braços”: tensionamentos históricos em currículos da formação profissional entre 1963-2008 trata dos tensionamentos entre Educação Geral e Formação Profissional na configuração dos currículos do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul (IFRS), campus Sertão, entre 1963 e 2008. O objetivo é analisar o processo de alterações curriculares para identificar o jogo de forças envolvidas nos tensionamentos entre a Educação Geral e a Formação Profissional, considerando: a disputa de território, as relações de poder, as influências das políticas educacionais e das transformações institucionais, além de demais elementos singulares da realidade escolar, com diferentes intensidades em cada momento histórico. Em perspectiva mais ampla, busca avaliar indícios do conflito histórico da educação profissional no Brasil, envolvendo um currículo polarizado entre as humanidades e as tecnologias, no dilema: “formar cabeças ou braços”? Assim, alguns elementos foram tributários da análise, como: as transformações ocorridas na estrutura curricular, tanto no número de disciplinas de cada área, quanto na relação da carga horária entre as duas áreas, as mudanças na legislação da educação profissional e as concepções presentes na história da educação profissional: capital humano, sociedade do conhecimento e a pedagogia das competências. As fontes são basicamente documentais: atas de reuniões pedagógicas, de reuniões de professores, dos conselhos de classe e do conselho de professores, os projetos pedagógicos de curso e as grades curriculares. Buscando aproximar aos conceitos de Stephen Ball e Michel Foucault, entre outros autores, a micropolítica da escola é encarada como espaço reprodutor, transformador e/ou construtor de políticas educacionais considerando as relações de poder. Assim, foi possível identificar elementos do jogo de forças entre Educação Geral e Formação Profissional, em que as tentativas de integração colocaram-se de forma mais idealizada do que efetiva. Os currículos foram estruturados a partir de disputas de território e de poder, com tensionamentos englobando as discussões sobre “o quê” ensinar e sobre qual o conhecimento “válido” e “não válido”. De fato, é um debate ainda não resolvido no cenário educacional brasileiro e que tem como pano de fundo a questão sobre a própria função da escola.