Poesia Inexplicável e Contos para Desocupados

Ref: 978-85-473-4002-5

O autor encontra-se inserido na obra desde que a concebe (ou desde que ela o invade). É ela que o consome e arrasta no devir criador. Ao final, ela, a si mesma se apresenta ao outro: presentifica-se. Não como uma ideologia ou visão de mundo desse que fora, um dia, o autor. A obra é real, tem vontade própria.


Calcule o frete

Opções de entrega:

Versão impressa
R$ 49,00 R$ 44,10 10% off
ADICIONAR 
AO carrinho

ISBN: 978-85-473-4002-5


Edição:


Ano da edição: 2020


Data de publicação: 27/09/2020


Número de páginas: 133


Encadernação: Brochura


Peso: 100 gramas


Largura: 16 cm


Comprimento: 23 cm


Altura: 2 cm


1. Glaucia Flores y Reyes.

O autor encontra-se inserido na obra desde que a concebe (ou desde que ela o invade). É ela que o consome e arrasta no devir criador. Ao final, ela, a si mesma se apresenta ao outro: presentifica-se. Não como uma ideologia ou visão de mundo desse que fora, um dia, o autor. A obra é real, tem vontade própria. Minha escolha pelo "duplo" artaudiano explicita isso. Espelho é mais do que a imagem refletida de Édipo. Espelho é outro "eu"; maior do que aquele que se coloca diante dele (Ego/Édipo/Homem). Espelhos são terríveis. Não foi por acaso que tantos autores usaram-nos. Especialmente em contos de suspense (scary tales).

Sendo assim, obra é real. É corpo! Todo o resto é palavra vazia, sobra, excesso e, portanto, desnecessário. Deixemos que a obra siga seu próprio percurso. Sua via é inalienável.

No entanto, como apontaram os gregos, há que guardar a "justa medida". Eis aí o que faz da arte a vida. Este é o segredo do grande artista. Deixar ser, um dar-se inteiro à ação disso que é criar. E basta!