A Crise do Nome: Portugal e Brasil Colonial sob a Lente do Perspectivismo

Ref: 978-65-5820-740-5

O livro A crise do nome: Portugal e Brasil colonial sob a lente do perspectivismo explora intensamente a problemática da significação onomástica concernente ao encontro sociopolítico-linguístico-cultural entre os ameríndios brasis e os jesuítas portugueses, no Brasil do século XVI.


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ISBN: 978-65-5820-740-5


ISBN Digital: 978-65-5820-689-7


Edição:


Ano da edição: 2020


Data de publicação: 01/12/2020


Número de páginas: 241


Encadernação: Brochura


Peso: 100 gramas


Largura: 16 cm


Comprimento: 23 cm


Altura: 2 cm


1. Guilherme Lima Cardozo.

O livro A crise do nome: Portugal e Brasil colonial sob a lente do perspectivismo explora intensamente a problemática da significação onomástica concernente ao encontro sociopolítico-linguístico-cultural entre os ameríndios brasis e os jesuítas portugueses, no Brasil do século XVI. Focando os valores atribuídos aos nomes, a obra debruça-se sobre um corpus de textos que agrega como fontes algumas cartas jesuíticas, especialmente as de José de Anchieta, bem como dados provenientes de pesquisas antropológicas, históricas e linguísticas acerca das missões, da catequese, dos esforços de tradução e mediação, assim como das particularidades das línguas envolvidas no que tange à dimensão onomástica. Este livro investiga a hipótese de que os atos de nomeação e de tradução onomástica, ocorridos no âmbito do encontro entre as culturas cristã ocidental e indígena no século XVI, destacam a necessária relação entre perspectivismo e atos metalinguísticos, manifestada no latente antagonismo quanto aos modos como cada parte parece conceber a linguagem e esses atos. Analisamos o processo onomástico entre as culturas ameríndia e jesuítica cristã, em que muitos nomes podem ser adquiridos na primeira, sobretudo por meio da guerra e da vingança, enquanto na segunda um novo nome é dado por Deus, premiando o espírito misericordioso e pacífico de quem o recebe. Preliminarmente, ao contrário do que se possa pensar quando há uma relação de dominação política – caso de Portugal e Brasil, no século XVI –, as páginas deste livro apresentam uma dinâmica de aculturamento mútua mais equilibrada do que se poderia supor: os jesuítas passam a nomear com a língua tupi, enquanto os indígenas, igualmente, adotam novos nomes cristãos. Contudo a prática onomástica indígena envolve um ato de transubstanciação cíclica: comer a carne do inimigo é também uma antropofagia em relação ao seu nome e aos nomes que este possuía; ao passo que, para os cristãos ocidentais, o novo nome é resultado da renúncia ao nome de batismo (com água) e, com ele, de todas as ações gentílicas anteriores ao novo batismo (do espírito), pelo qual “todas as coisas se fazem novas” (Apocalipse 21:5), substanciadas no novo nome.