Qualidade do Solo em Plantações de Pinus no Sul do Brasil

Ref: 978-65-5523-566-1

O monitoramento da qualidade do solo em plantações florestais, através do uso de indicadores eficientes, é importante para a não degradação deste nas práticas silviculturais e para a avaliação dos possíveis acréscimos/decréscimos na quantidade de matéria orgânica armazenada.


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ISBN: 978-65-5523-566-1


Edição:


Ano da edição: 2020


Data de publicação: 08/12/2020


Número de páginas: 151


Encadernação: Brochura


Peso: 100 gramas


Largura: 14.8 cm


Comprimento: 21 cm


Altura: 2 cm


1. Eleandro José Brun.

2. Flávia Gizele König Brun.

3. Evandro Alcir Meyer.

4. Peter Trueby.

5. Mauro Valdir Schumacher.

O monitoramento da qualidade do solo em plantações florestais, através do uso de indicadores eficientes, é importante para a não degradação deste nas práticas silviculturais e para a avaliação dos possíveis acréscimos/decréscimos na quantidade de matéria orgânica armazenada.
Estudos de avaliação da qualidade do solo em agroecossistemas apontam a matéria orgânica como indicador consagrado, presente em diversos trabalhos. Porém, na maioria dos casos, os estudos tem ocorrido com culturas agrícolas. Quando se tratam de espécies florestais, os trabalhos são ainda escassos, mas apontam para uma relação equilibrada entre plantação e solo, se boas práticas silviculturais forem aplicadas.
Em comparação com áreas onde ocorre vegetação natural (Campo Nativo, Floresta Ombrófila Mista e Floresta Estacional), os plantios de Pinus taeda e P. elliottii mostraram capacidade de acumularem mais serapilheira e carbono orgânico sobre o solo, os quais tendem a apresentar uma decomposição/liberação relativamente lenta, pelo menor teor de nitrogênio e consequente maior relação C/N. Neste enfoque, cumprem dupla função, de proteção física do solo e de repositório nutricional de médio e longo prazo, incrementando a ciclagem de nutrientes.
Plantações sobre Cambissolos que sofreram, durante seu histórico de cultivo, ações como a retirada ou queima de resíduos de colheita e serapilheira, tendem a apresentar menores teores de carbono orgânico particulado, demonstrando o impacto destas ações de manejo de resíduos, independentemente se em área original de Campo Nativo ou Floresta Ombrófila Mista. Plantações florestais sobre Argissolos, sem histórico de queima de resíduos, em final de primeira rotação, acumularam o dobro de carbono orgânico particulado no solo, em comparação ao Campo Nativo (área original dos plantios) e, com valores semelhantes ao solo da Floresta Estacional.
Tais aspectos reforçam o papel das plantações de Pinus no sequestro de carbono atmosférico e transferência do mesmo ao solo, pois os fatores mais relacionados ao estoque de carbono, nestes solos, estão associados às adições da serapilheira e resíduos de colheita, bem como à renovação de raízes, este último fator predominante no Campo Nativo, mas também significativo em florestas.
Os estudos realizados trazem uma percepção clara de que as práticas silviculturais nas plantações, principalmente aquelas aplicadas aos resíduos de colheita, influenciam mais fortemente a qualidade do solo do que o uso deste com floresta nativa, campo nativo ou plantação de pinus.