Entre Luzes e Trevas - O Padroado e a Gênese da Reforma da Universidade de Coimbra

Ref: 978-65-5820-727-6

O livro Entre luzes e trevas: o padroado e a gênese da reforma da Universidade de Coimbra propõe um novo olhar sobre as origens da troca estatutária, ocorrida no início dos anos 1770, do então único centro de formação superior existente em todo o Império Português: a Universidade de Coimbra.


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ISBN: 978-65-5820-727-6


ISBN Digital: 978-65-5820-730-6


Edição:


Ano da edição: 2020


Data de publicação: 15/12/2020


Número de páginas: 325


Encadernação: Brochura


Peso: 120 gramas


Largura: 21 cm


Comprimento: 27 cm


Altura: 2 cm


1. Flávio Rey de Carvalho.

O livro Entre luzes e trevas: o padroado e a gênese da reforma da Universidade de Coimbra propõe um novo olhar sobre as origens da troca estatutária, ocorrida no início dos anos 1770, do então único centro de formação superior existente em todo o Império Português: a Universidade de Coimbra. Ao estruturar uma análise em torno da representação simbólica de “luzes-trevas” – de caráter ambivalente, mas também mediada por uma “zona de sombra” –, o autor convida o leitor a refletir sobre a dinâmica das relações de poder entre Estado e Igreja, tendo como elemento norteador o “direito de padroado”. Visto como um regime que ensejou a interpenetração entre os âmbitos político e religioso, o padroado redundou no aumento da influência dos reis portugueses sobre seus territórios, criando condições propícias para o desenvolvimento de ambições regalistas, cujo zênite se deu nos anos 1760. Nesse sentido, a presente obra se destaca por apresentar a relação entre o padroado e a reforma da Universidade de Coimbra – enfoque até então pouco explorado, mas de grande relevância para se compreender o processo de formação da cultura luso-brasileira. Com esse fim, constrói-se um aparato teórico-metodológico adequado para se vislumbrar as “Luzes” em Portugal, comumente ensombradas por uma determinada concepção de Iluminismo – propensa à radical desvalorização do fenômeno religioso - que, por sua vez, alinha-se a um modelo de modernidade – pautado, unilateralmente, pelo princípio de que, sob os influxos da racionalização moderna, a religião estaria fadada a declinar. Sob esse enfoque, as medidas empreendidas pela Coroa, durante o terceiro quartel do século XVIII – que incluiu a expulsão dos jesuítas em 1759 –, voltar-se-iam não ao combate da religião ou do catolicismo, mas dos poderes concorrentes aos interesses do “bem comum” da monarquia portuguesa, visando a implementação de um ideal (advindo de “escolhas conscientes”) de “ordem” racionalizada. Assim, decorre do processo de recrudescimento do poder régio, oportunizado pelo regime de padroado, nos anos 1400 e 1500, seguido por uma fase de intercorrências, transcorrida no século XVII, alguns dos elementos embrionários das chamadas reformas pombalinas, que culminariam na revisão do ensino universitário, entre 1771 e 1772.