“Para Ver quem Vem na Umbanda”: Zé Pelintra e a Malandragem na Prática Religiosa Umbandista

Ref: 978-65-5820-674-3

“Para ver quem vem na umbanda”: Zé Pelintra e a malandragem na prática religiosa umbandista tem como temática central a devoção a Zé Pelintra e seus congêneres na prática religiosa umbandista. Figura extremamente popular, Seu Zé, como também é conhecido, marca presença em adesivos para automóveis, nas inscrições artísticas dos muros cariocas, bem como nos versos entoados nas rodas de samba contemporâneas.


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ISBN: 978-65-5820-674-3


Edição:


Ano da edição: 2020


Data de publicação: 26/01/2021


Número de páginas: 185


Encadernação: Brochura


Peso: 300 gramas


Largura: 16 cm


Comprimento: 23 cm


Altura: 2 cm


1. Janderson Bax Carneiro .

“Para ver quem vem na umbanda”: Zé Pelintra e a malandragem na prática religiosa umbandista tem como temática central a devoção a Zé Pelintra e seus congêneres na prática religiosa umbandista. Figura extremamente popular, Seu Zé, como também é conhecido, marca presença em adesivos para automóveis, nas inscrições artísticas dos muros cariocas, bem como nos versos entoados nas rodas de samba contemporâneas. Aliás, uma simples caminhada pelos bairros mais boêmios da cidade do Rio de Janeiro é suficiente para nos depararmos com uma imagem bastante recorrente: um homem negro, trajando terno branco, chapéu-panamá, sapatos bicolores, não raro representado em uma estatueta de gesso, quase sempre acompanhada de cerveja e uma vela acesa. À primeira vista, não deixa dúvidas: trata-se de um autêntico malandro carioca, personagem típico-ideal do imaginário popular e eternizado nas letras de samba de compositores do porte de Noel Rosa e Wilson Batista. Todavia, as atitudes devocionais em torno da personagem evidenciam que se trata de um ser sacralizado, isto é, de um malandro que assume prerrogativas mágico-religiosas. No Rio de Janeiro, Zé Pelintra e seus “compadres” são efusivamente reverenciados nos terreiros de umbanda. Mas a quais desafios um personagem representado como um autêntico malandro da primeira metade do século XX é chamado a responder na vivência dos seus devotos do século XXI? Buscando responder a essa questão, este livro procura iluminar as possíveis continuidades e descontinuidades entre o malandro da umbanda e o malandro idealizado na cultura popular, perseguindo os sentidos atribuídos a essas entidades no âmbito das atividades rituais e coletivas, assim como nas relações entretecidas entre devotos e “amigos” dos malandros do “astral”, isto é, nos intercâmbios que conectam “este” e o “outro mundo” na vida cotidiana dos religiosos. De viés etnográfico, esta abordagem lança mão de uma acurada observação dos ritos dedicados aos malandros no terreiro de umbanda, conferindo ênfase ao lugar do corpo e das sensibilidades nos processos de construção do sagrado no universo religioso umbandista, além de entrevistas semiestruturadas e conversas informais com adeptos do culto que, sob diferentes aspectos, mostram-se relacionados à categoria de entidades aqui focalizada.