Linguagem Escrita na Educação Infantil: O Ensino na Perspectiva do Letramento e na Enunciação Discursiva

Ref: 978-65-5820-658-3

Linguagem escrita na educação infantil: o ensino na perspectiva do letramento e na enunciação discursiva trata-se de uma reflexão sobre práticas pedagógicas relativas à apropriação de linguagem escrita no contexto da Educação Infantil (EI).


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ISBN: 978-65-5820-658-3


Edição:


Ano da edição: 2020


Data de publicação: 08/03/2021


Número de páginas: 217


Encadernação: Brochura


Peso: 300 gramas


Largura: 16 cm


Comprimento: 23 cm


Altura: 2 cm


1. Gilvane Reinke.

Linguagem escrita na educação infantil: o ensino na perspectiva do letramento e na enunciação discursiva trata-se de uma reflexão sobre práticas pedagógicas relativas à apropriação de linguagem escrita no contexto da Educação Infantil (EI). Duas perspectivas teóricas em especial orientam este livro: os processos de letramento, sobre os quais destacamos as contribuições de Soares (2012), Kleiman (2008), Brandão e Leal (2011), dentre outros autores; e a teoria do enunciado, com Bakhtin (2018), Rojo (2005) e mais alguns. Alinhando-se a tal arranjo, nomes como Ostetto (2012), Baptista (2010) e Goulart (2014) também apresentam valiosas contribuições. Obtive algumas inferências relevantes sobre as rotinas relativas à aprendizagem da linguagem escrita no contexto da Educação Infantil, tais como a natureza abstrata e distante da infância concernente às atividades propostas pelo material apostilado, a repetição de exercícios visomotores e fônicos, acentuando-se a dependência das crianças em relação ao papel do adulto. Este livro orientou-se pela seguinte questão: qual é o papel da Educação Infantil nos processos de apropriação da linguagem escrita? Dessa indagação, originaram-se mais duas: como são as práticas pedagógicas na Educação Infantil? Em que medida elas perpetuam saberes didáticos tradicionais, adultocentrados, transmissivistas ou avançam em direção a um protagonismo das crianças, inerente a uma perspectiva enunciativa, dialógica e mais democrática? Busquei refletir sobre o ensino na perspectiva do letramento e da enunciação discursiva, considerando as necessidades e os interesses das crianças, mirando seus direitos a vivências com as outras tantas linguagens que permeiam o mundo da infância. Analisando atividades de uma apostila, apresentei percepções de docentes que trabalharam com material apostilado. Vale ressaltar, todavia, que há muito para avançar com relação às práticas com a linguagem escrita, de forma a superar heranças escolarizantes, adultocêntricas, adestradoras. Nesse sentido, uma profunda e definitiva compreensão do que vem a ser o enunciado e o dialogismo bakhtiniano me parece essencial. Espero, com esta obra, contribuir para tais avanços, uma vez que a construção de uma identidade pedagógica para a Educação Infantil, com relação aos fundamentos teóricos e às respectivas práticas, libertas das heranças transmissivistas das etapas posteriores, ainda está para se consolidar.