Camaradas e Santos: Notas Sobre Catolicismo Popular e Suas Representações Simbólicas

Ref: 978-85-473-0544-4

Camaradas e santos: notas sobre catolicismo popular e suas representações simbólicas é um livro que trata de santos e ex-camaradas, ou ex-colonos, e que aborda uma representação de mundo magicamente fundamentada. É um livro sobre como o mundo é pensado por moradores analfabetos ou semialfabetizados, que vindos da roça estabeleceram-se na periferia de uma pequena cidade ao Sul de Minas Gerais, e sobre como esses moradores pensam as complexidades de seus problemas de adaptação à vida urbana e seus dilemas cotidianos.


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ISBN: 978-85-473-0544-4


ISBN Digital: 978-85-473-2337-0


Edição: 1


Ano da edição: 2017


Data de publicação: 00/00/0000


Número de páginas: 143


Peso: 200 gramas


Largura: 14.8 cm


Comprimento: 21 cm


Altura: 2 cm


1. José Wellington de Souza.

Camaradas e santos: notas sobre catolicismo popular e suas representações simbólicas é um livro que trata de santos e ex-camaradas, ou ex-colonos, e que aborda uma representação de mundo magicamente fundamentada. É um livro sobre como o mundo é pensado por moradores analfabetos ou semialfabetizados, que vindos da roça estabeleceram-se na periferia de uma pequena cidade ao Sul de Minas Gerais, e sobre como esses moradores pensam as complexidades de seus problemas de adaptação à vida urbana e seus dilemas cotidianos.

Dentre as questões que se apresentam cotidianamente, umas são mais cruéis que outras. Como donas de casa e pais de família explicam para seus filhos a tristeza do êxodo e a rudeza da vida? Como explicam o alcoolismo generalizado, a falta de trabalho e de perspectivas sobre o futuro? Como entender um mundo e um modo de vida que se desfez?

Neste estudo, todas as questões enfrentadas pelos ex-camaradas passam pelo prisma de um complexo sistema simbólico oralmente transmitido e repleto de mitos religiosos de criação do mundo, no qual santos e o próprio filho de Deus andaram pelas serras da Mantiqueira, em meio a boiadeiros, tropeiros e plantadores de milho, em uma tradição normalmente ligada ao chamado catolicismo popular ou rústico, mas que transcende as barreiras de religiões de matriz africana e do neopentecostalísmo com os quais disputa terreno. A obra revela como tal emaranhado simbólico é articulado para responder ao grande desafio de atender às necessidades ordinárias da vida cotidiana.

Este é um livro que trata de pessoas e do significado que elas encontram para suas vidas, muitas vezes, destroçadas.