Diluição de Fronteiras: A Identidade Literária Indígena Renegociada

Ref: 978-65-250-0703-8

Esta obra é um convite à literatura indígena não mais produzida mediante o olhar do homem branco, mas o autóctone como autor de seus próprios escritos. Ao registrar, nos livros, as histórias contadas oralmente por seus ancestrais, o indígena reforça sua autonomia e mostra sua identidade literária na forma como se coloca e se vê em seu mundo. Para conceber a beleza e o alcance da originalidade literária indígena, é essencial despojar-se de amarras e preconceitos e buscar conhecer a leitura de mundo do outro.


Calcule o frete

Opções de entrega:

Versão impressa
R$ 42,00
ADICIONAR 
AO carrinho

Versão digital
R$ 18,00

Nossos eBooks estão no formato ePub, o mais aceito nos variados aparelhos nos quais se podem ler livros digitais: eReaders, Smartphones, iPads, iPhones e PCs (este último por meio do Adobe Digital Editions). Os livros podem ser comprados via download nas seguintes livrarias online:

- Amazon (formato Mobi disponível para Kindle)

- Google Play Livros

- Apple Books

- Cultura/Kobo

ISBN: 978-65-250-0703-8


ISBN Digital: 978-65-250-0698-7


Edição:


Ano da edição: 2021


Data de publicação: 28/06/2021


Número de páginas: 115


Encadernação: Brochura


Peso: 300 gramas


Largura: 16 cm


Comprimento: 23 cm


Altura: 2 cm


1. Thays Xavier Campos de Miranda.

Esta obra é um convite à literatura indígena não mais produzida mediante o olhar do homem branco, mas o autóctone como autor de seus próprios escritos. Ao registrar, nos livros, as histórias contadas oralmente por seus ancestrais, o indígena reforça sua autonomia e mostra sua identidade literária na forma como se coloca e se vê em seu mundo. Para conceber a beleza e o alcance da originalidade literária indígena, é essencial despojar-se de amarras e preconceitos e buscar conhecer a leitura de mundo do outro. Por meio de uma análise inédita baseada em aspectos particulares da literatura brasileira, dando enfoque à figura folclórica, percebe-se uma visão indígena diferenciada sobre suas histórias contadas pelo homem branco. Uma releitura da figura tradicional do Saci e seus significados na visão indígena é, no mínimo, surpreendente. Nada de saquear fazendas ou assustar animais. A intenção não é apresentar um personagem na concepção linear à tradição literária de Monteiro Lobato ou mostrar uma figura com características estereotipadas do buliçoso negrinho de gorro vermelho, que anda pelas matas pulando em um pé só. Isso seria corriqueiro ou mesmo enfadonho. O Saci descrito pelo indígena nos permite uma revisita comparativa dentro da própria literatura tradicional. A proposta deste livro é observar criteriosamente a literatura indígena com suas nuances e interpretações próprias. Assim, nesse viés de análise das formas diferenciadas dessa interessante dualidade de interpretação dos significados, ouve-se o eco da voz indígena na literatura brasileira.