O Magma Vulcânico: Entre a Eclosão e a Criação. Psicanálise dos Casos-Limite

Ref: 978-65-250-1059-5

O livro O magma vulcânico: entre a eclosão e a criação. Psicanálise dos casos-limite lança um olhar sobre a clínica psicanalítica contemporânea a partir do vértice da transformação psíquica. A autora considera a situação analítica, no âmbito da clínica com casos-limite, como uma oportunidade de reedição da experiência primitiva de unidade dual, tornando-se, portanto, o cenário privilegiado para os processos de transformação dos elementos pré-psíquicos e para a cicatrização das falhas básicas.


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ISBN: 978-65-250-1059-5


Edição:


Ano da edição: 2021


Data de publicação: 05/07/2021


Número de páginas: 183


Encadernação: Brochura


Peso: 300 gramas


Largura: 16 cm


Comprimento: 23 cm


Altura: 2 cm


1. Cristiana Pondé.

O livro O magma vulcânico: entre a eclosão e a criação. Psicanálise dos casos-limite lança um olhar sobre a clínica psicanalítica contemporânea a partir do vértice da transformação psíquica. A autora considera a situação analítica, no âmbito da clínica com casos-limite, como uma oportunidade de reedição da experiência primitiva de unidade dual, tornando-se, portanto, o cenário privilegiado para os processos de transformação dos elementos pré-psíquicos e para a cicatrização das falhas básicas. Esses elementos não simbolizados, que caracterizam os sujeitos marcados por acidentes psíquicos primários, permanecem agindo no psiquismo, tal como o magma vulcânico em ebulição, no sentido da busca por inscrição psíquica. Ao encontrar um interlocutor afetivamente sintonizado, esses elementos não representados podem ser, finalmente, contidos, metabolizados e transformados em símbolos. Quando encontram um interlocutor que se nega a contê-los, há o risco da eclosão em manifestações psicopatológicas. A partir do paradigma da transformação, o propósito da análise consiste na criação de novos espaços e novos conteúdos psíquicos em uma dupla operação: dar um continente ao conteúdo e um conteúdo ao seu continente, promovendo uma expansão do psiquismo.
A principal ferramenta do analista para executar esse trabalho transformativo e criativo é o seu próprio estado mental, oferecendo-se como mente-colo para os conteúdos não representados do analisando. Dessa forma, novos vínculos de qualidade amorosa podem se configurar ligando, não apenas analista e analisando, como também os diversos elementos psíquicos a uma rede de representações. Nessa perspectiva, a função analisante deve enfatizar mais a construção de novas ligações do que a ressignificação de vínculos pré-existentes. O foco da escuta se desvia da memória para a expectativa, do ressentimento para o sonho-projeto, da reconstrução para a construção, dos padrões relacionais transferidos para a nova relação, da história para a criação compartilhada de um novo destino. Não significa o desprezo à técnica clássica, mas a proposta analítica refere-se ao processo de mudança que se faz na passagem da transferência para a nova relação. Tal como afirma Coimbra de Matos (2007, p. 8): “Só assim se assiste ao novo nascimento do analisando, desta forma, criado no útero mental do analista”.