Ciências da Natureza: O Centro de Formação e Atualização dos Profissionais da Educação Básica

Ref: 978-85-473-0285-6

Recorro às palavras de Manoel de Barros para afirmar a importância desta escrita, pois “pelos meus textos sou mudado mais do que pelo meu existir”. Isso porque a escrita é um caminho tortuoso, é uma ação similar à de quem lava roupa no tanque. Escrever exige força para dar “porrada” nas palavras.


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ISBN: 978-85-473-0285-6


Edição: 1


Ano da edição: 2016


Data de publicação: 00/00/0000


Número de páginas: 133


Peso: 200 gramas


Largura: 14.8 cm


Comprimento: 21 cm


Altura: 2 cm


1. Marcia Regina Gobatto.

Recorro às palavras de Manoel de Barros para afirmar a importância desta escrita, pois “pelos meus textos sou mudado mais do que pelo meu existir”.

Isso porque a escrita é um caminho tortuoso, é uma ação similar à de quem lava roupa no tanque. Escrever exige força para dar “porrada” nas palavras.

Assim, inspirada na poesia de Manoel de Barros e por minhas inquietações no que se refere à formação continuada de professoras/es, trago em minha bagagem provocações e análises sobre a origem e a atuação do Centro de Formação e Atualização dos Profissionais da Educação Básica de Mato Grosso (Cefapro/MT), como espaço de formação continuada de profissionais que atuam na área das ciências da natureza. Meu passeio dá-se na fronteira desse processo, na experiência-ação de formação continuada das/os gestoras/es, professoras/es-formadoras/es da área das ciências da natureza do Cefapro/MT e professoras/es da referida área que atuam na rede pública estadual. O estar na fronteira me dá evidências do movimento e da transformação no campo dos processos de formação continuada vivenciados pelas/os personagens envolvidas/os. As práticas formativas vivenciadas no Cefapro/MT suportam inúmeros imprevistos, enfrentam conflitos e oposições, o que torna o contexto vivenciado um espaço dinâmico com relações sociais diversificadas, no qual as referências não estão claras e as formas de trabalho alteram-se constantemente. Esses entendimentos chamam atenção para a necessidade de incorporar novamente as palavras de Manoel de Barros, notadamente quando ele afirma que “a maior riqueza do homem é a sua incompletude”. Como disse o poeta, eu preciso ser Outras/os. Eu prefiro ser Outras/os. Eu preciso aprender a transpor meus próprios limites. Só assim posso ser capaz de “transver” o mundo. Só assim, posso ser capaz de “transver” a/o Outra/o para compreender seus posicionamentos, suas resistências e resiliências em relação ao que proponho e ao que faço.