As Crianças que Calculavam: Sentidos Subjetivos na Aprendizagem

Ref: 978-65-250-1573-6

O texto analisa produção de significados, sentidos subjetivos e possíveis indicadores de criatividade nas produções de esquemas mentais matemáticos de grupo de crianças em situação de risco. Apoiado na Teoria da Subjetividade e na epistemologia qualitativa de Fernando Gonzalez Rey, busco alargar nossas análises das produções de esquemas mentais em atividades lúdicas para além da Teoria dos Campos Conceituais de Gérard Vergnaud e descrevo, por um processo interpretativo e de teorização, as produções de registros matemáticos de crianças em situação de exclusão social.


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ISBN: 978-65-250-1573-6


Edição:


Ano da edição: 2021


Data de publicação: 19/10/2021


Número de páginas: 197


Encadernação: Brochura


Peso: 300 gramas


Largura: 14.8 cm


Comprimento: 21 cm


Altura: 2 cm


1. Cristiano Alberto Muniz.

O texto analisa produção de significados, sentidos subjetivos e possíveis indicadores de criatividade nas produções de esquemas mentais matemáticos de grupo de crianças em situação de risco. Apoiado na Teoria da Subjetividade e na epistemologia qualitativa de Fernando Gonzalez Rey, busco alargar nossas análises das produções de esquemas mentais em atividades lúdicas para além da Teoria dos Campos Conceituais de Gérard Vergnaud e descrevo, por um processo interpretativo e de teorização, as produções de registros matemáticos de crianças em situação de exclusão social.
O livro apresenta uma visão epistemológica da produção diversa da matemática, explicitando o conceito de esquemas mentais proposto pela Teoria dos Campos Conceituais e os indicadores de criatividade matemática na produção matemática infantil. Questionamos a necessidade de uma visão mais ampla que a da psicologia cognitiva para compreensão da diversidade da produção matemática das crianças e para evidenciar os sentidos subjetivos presentes nessas aprendizagens e nas experiências de ensino escolar da Matemática.
Articula-se o conceito de ser matemático à categoria de Gonzalez Rey da produção de sentidos subjetivos na aprendizagem, buscando a construção da categoria de produção de sentidos subjetivos na aprendizagem matemática. Coadunado com tal perspectiva teórico-conceitual, o estudo é metodologicamente arquitetado a partir da epistemologia qualitativa de Gonzalez Rey, numa dimensão construtivo-interpretativa que valoriza a diversidade de instrumentos, considera a relação dialógica e qualitativa sujeito-pesquisador e estabelece a indissociabilidade entre trabalho empírico e produção teórica. Apoiado em diálogos produzidos ao longo de dez meses de oficina matemática lúdica e na conversação com os sujeitos e suas respectivas mães sobre suas histórias educativas, busco compreender a produção de sentidos subjetivos na história de aprendizagem matemática de quatro crianças, em situação de risco social, no interior do estado de Goiás, no âmbito de um projeto de ação social. Além do diálogo estabelecido ao longo das oficinas lúdicas, coletamos, nas diversas situações, produções de registros matemáticos elaborados pelas crianças em contextos de resolução de situações matemáticas. Esses registros permitiram a análise e a explicitação de esquemas implícitos nessas produções e revelaram importantes elementos constituidores dos complexos processos de aprendizagem matemática.