Deus entre a Filosofia e a Teologia Contemporânea

Ref: 4116963

As reflexões que seguem exprimem o a priori histórico em que estamos inseridos e que foi descrito por Michel Foucault como materialismo do incorporal.


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ISBN: 978-85-8192-156-3


Edição: 1


Ano da edição: 2014


Data de publicação: 00/00/0000


Número de páginas: 221


Peso: 200 gramas


Largura: 14.8 cm


Comprimento: 21 cm


Altura: 2 cm


1. Neide Boechat.

2. Edelcio Ottaviani.

3. Alex Villas Boas.

As reflexões que seguem exprimem o a priori histórico em que estamos inseridos e que foi descrito por Michel Foucault como materialismo do incorporal. Podemos dizer que esse a priori histórico, enquanto acontecimento, atravessa nossos corpos e marca nossas relações com as coisas e com as instituições em que estamos inseridos. Pensar em e a partir desse a priori histórico é reconhecer que nele não há mais espaço para a imposição heterônoma e os universalismos decorrentes que impeçam a autonomia do pensar. O pensamento contemporâneo parece cada vez mais desconfiado em relação às soluções definitivas e às propostas totalizantes. Após a segunda guerra mundial e o advento do Holocausto, vimos surgir uma resistência aos discursos e às práticas que tendem a desconsiderar os devires minoritários. Maio de 68 potencializou estas resistências propondo uma reformulação das estruturas sociais e seus modelos piramidais, sejam eles de direita ou de esquerda, de cunho sócio-trabalhista ou acadêmico-cultural. Este livro tem o mérito de dar visibilidade a questões que não podem ser desconsideradas por aqueles que levam verdadeiramente a sério a proposta evangélica de Jesus, a fim de que não haja, da parte do Cristianismo, uma volta à Cristandade e seus mecanismos de dominação, assujeitamento e alienação, mas faça valer sua vocação para a emancipação integral da condição humana. A proposta do presente trabalho versa, portanto, desde o ateísmo clássico como os novos ateísmos, vendo-os como uma forma de depurador moral do Cristianismo, bem como estabelece as bases de um vínculo inerente entre conhecimento e vida, verdade e existência, dialogando com grande autores como Søren Kierkgaard, Martin Heidegger, Jaques Maritain, Jean-Paul Sartre, Albert Camus e Viktor Frankl, apontando para possíveis projetos teológicos que assimilem a crítica.