Entre Subordinações e Insubordinações: Mulheres de Rachel de Queiroz

Ref: 978-85-473-0510-9

O livro Entre subordinações e insubordinações: mulheres de Rachel de Queiroz propõe discutir as relações de gênero cristalizadas nos textos literários e nos discursos sociais, com vistas a refletir sobre a naturalização de conceitos e preconceitos culturais, propagados no contexto do patriarcado. A obra aborda o engendramento do comportamento de Conceição, Dôra e Maria Moura, destacando como essas personagens negam ou confirmam as ideologias da cultura patriarcal. 


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ISBN: 978-85-473-0510-9


Edição:


Ano da edição: 2017


Data de publicação: 00/00/0000


Número de páginas: 143


Encadernação: Brochura


Peso: 200 gramas


Largura: 14.8 cm


Comprimento: 21 cm


Altura: 2 cm


1. Edvânia Martins.

O livro Entre subordinações e insubordinações: mulheres de Rachel de Queiroz propõe discutir as relações de gênero cristalizadas nos textos literários e nos discursos sociais, com vistas a refletir sobre a naturalização de conceitos e preconceitos culturais, propagados no contexto do patriarcado. A obra aborda o engendramento do comportamento de Conceição, Dôra e Maria Moura, destacando como essas personagens negam ou confirmam as ideologias da cultura patriarcal. Elege-se como foco das análises as condutas diferenciadoras das heroínas, com vistas a compreender como essas protagonistas espelham em si o antigo e o novo, posto que rivalizam com questões do mundo exterior e seus próprios anseios. A escrita apresenta um olhar inovador, por aproximar protagonistas que revelam trajetos diferenciados, mas que mantêm em suas essências traços comuns em relação aos desejos de mulheres que ora se afeiçoam aos discursos sociais de submissão, ora se insurgem contra eles. Além de trazer para o debate discussões sobre as relações discriminatórias que cercearam a liberdade de atuação das mulheres no contexto do patriarcado, a obra revisita o percurso literário da escritora Rachel de Queiroz, refletindo sobre o protagonismo da própria escritora, que foi uma das pioneiras a desmistificar a inferioridade artística feminina, ao ser aceita num universo canônico masculino e misógino. Nas discussões sobre os romances O Quinze, Dôra, Doralina e Memorial de Maria Moura foca-se, sobretudo, na “naturalização do biológico”, que fundamentou os discursos sociais e renegou a mulher ao papel de esposa, procurando domesticá-la e confiná-la por intermédio do sacramento do matrimônio. Em O Quinze busca-se, por meio da análise do comportamento de Conceição e de outras personagens femininas, desnudar as estereotipias de gênero presentes na obra; em Dôra, Doralina, a atuação da protagonista é analisada em relação às concepções da naturalização do casamento como destino às mulheres; em Memorial de Maria Moura, as vivências de Moura fundamentam as reflexões sobre os descaminhos que a heroína empreende em sua trajetória de comando.