Por Miriam Marques, autora de Doces e amargas experiências: no Brasil e no exterior
Há anos atrás havia mais preconceito em, relação ao transtorno Bipolar (entre outros), depressão, em especial em alguns meios como o meio cristão. Muitos acreditavam e ainda acreditam que ;a fé é suficiente para vencer esses problemas. Mas atualmente isso tem mudado felizmente mas ainda se fala pouco sobre o assunto. É importante ver a relação entre espírito, alma e corpo. E cuidar bem das três áreas.
O Dr. Ismael Sobrinho diz que transtorno bipolar é como um defeito na calibragem do cérebro. Algumas pessoas falam mais rápido, às vezes podem misturar assuntos, mas a característica principal é, alterar o humor da apatia para a euforia; e às vezes a pessoa pode ficar irritada. Algumas ficam um pouco deprimida por um tempo. Ele diz que pessoas que sofrem de transtorno bipolar e depressão, precisam de ter mais disciplina para que haja equilíbrio. É importante estabelecer horários pra dormir, se alimentar bem (até a carência de vitamina B12 afeta o humor) ter vida social ,se exercitar fisicamente, o que afeta muito o humor para melhor. Mas também é muito importante dar atenção à uma vida espiritual, não religiosa, mas de um relacionamento constante com Deus. Dr. Daniel Birman diz que: A oração estimula uma parte do cérebro, e notou num exame a diferença que faz a oração. E a leitura da Bíblia mais frequente também atua no cérebro para melhor (pesquisa do Center for Bible Studies). Quando se lê quatro vezes por semana, eles notaram uma enorme melhora em muitos problemas como a solidão diminui, assim como a raiva, conseguir vencer tentações de ver pornografia , entre muitas outras coisas. Além de trazer conforto, esperança, direção, correção, instrução e conhecimento que vale para a eternidade.
No mundo em que vivemos há muita correria, muitas informações nas redes sociais e muitos grupos no WhatsApp. Devido á tudo isso as pessoas não param para um momento para estarem sós e meditarem. O que produz mais estresse e problemas mentais. Até no dicionário Oxford diz que a palavra do ano, em 2024 , foi brain rot ( deterioração cerebral) devido ao uso demasiado das redes sociais.
Uma outra questão que noto é; a enorme dificuldade das pessoas em expor seus problemas emocionais. Por isso é necessário haver um maior encorajamento para que as pessoas se abram e falem de seus problemas com pessoas de confiança. E tratar farmacologicamente, quando indicado por um bom psiquiatra é muito importante. Também tratar com bons psicólogos, em muitos casos é importante a terapia. Infelizmente há uma certa relutância em se tomar remédios e se tratar com psiquiatra. Em especial por parte dos homens. Mas isso é necessário em muitos casos de depressão e em especial do transtorno bipolar. Há remédios bons que deixam a pessoa esperta, regulam o humor e com poucos efeitos colaterais.
Quando se começa a cuidar melhor da saúde física, mental e espiritual; há uma grande melhora no humor e na depressão. O humor pode estar até melhor de quem não sofre de nenhum transtorno.
Outro fator que noto é a dificuldade até em livros é que; se fala pouco de fracassos e de experiências próprias com uma certa vulnerabilidade e sinceridade. Reconheço que não é nada fácil se expor mas aprendi que; todas as dores, perdas, lutas, vitórias, problemas tudo contribui para que possamos ajudar outras pessoas. E podemos ter mais empatia, compreensão, e as pessoas podem se identificar com quem passou por algo semelhante. Também até as experiências que não imaginávamos que pudessem encorajar outros, como relatar fraquezas, experiências difíceis sejam ela na área emocional, na saúde mental, na área sentimental e profissional. E para aqueles que irão visitar o exterior ou para quem vive lá contar experiências boas e ruins, doces e amargas pode ajudar muito talvez, os que vivem lá fora ou que tem um parente morando lá, ou mesmo só à passeio. Pois quem morou lá pode citar até curiosidades interessantes e as dificuldades de quem mora no exterior também.
Concluindo, creio que nenhuma experiência pelas quais passamos foi em vão. E relatar suas próprias experiências sejam elas boas ou não, pode ajudar muito os que passam por coisas semelhantes. Muitos estão desistindo de si mesmas e até da vida. E é algo encorajador, compartilhar experiências que as pessoas que sofrem o mesmo problema, poderão se identificar.
Para saber mais sobre o tema veja a obra: Doces e amargas experiências no Brasil e no exterior da autora Miriam Marques.
Miriam Marques possui o certificado de Proficiência em Inglês, pela Universidade de Michigan nos EUA. Foi professora particular de inglês por muitos anos, alguns deles em cursos. Cursou Complementação Pedagógica na UFMG por dois anos. Cursou Teologia dois anos. E ainda estuda Teologia online ( aulas gratuitas) cerca de uns sete anos. Viajou para Nova York, onde permaneceu por um ano e meio e Orlando, por um ano. E para Itália (Florença) onde morou por quase três anos. Viajou por grande parte da Europa.
