Por Guilherme de Almeida Cabral, autor de O amor que anda na ponta dos pés: A jornada de um pai que venceu o silêncio com fé, afeto e coragem

Em 2022, Samuel, foi diagnosticado com Transtorno do Espectro Autista (TEA), após apresentar sinais característicos, como: atraso na fala, redução do contato visual, sensibilidade auditiva e alguns comportamentos típicos do autismo.

Sem entender sobre o assunto e várias situações conflitantes acontecendo ao mesmo tempo conosco, confesso que fiquei desesperado e sem ter o que fazer, na época.

Mas, quero relatar um pouco,  a nossa experiência e trajetória familiar com o Samuel.

Nasceu em Julho, no ano de 2019, e enfrentamos unidos, um período complicado e conturbado da pandemia, perda do emprego e momentos difíceis e delicados.

Foi através do amor familiar, União, compreensão, busca de informações e profissionais da área, que conseguimos superar aqueles momentos, e estávamos sem perspectiva nenhuma de solução e uma direção a seguir.

Digo que, o sentimento do amor, supera quaisquer barreiras e dificuldades, como por exemplo, o preconceito e exclusão social.

Depois de um tempo, aos 3 anos de idade, consegui com que Samuel iniciasse as  terapias ocupacionais, sessões de:

 – Fonoaudióloga;

– Psicopedagogia;

– Psicólogos;

– Equoterapia;

– Fisioterapia;

 Também através do acolhimento, inclusão na escola, visando a melhora de seu desenvolvimento.

Muito amor em casa, muitas renúncias, sacrifícios, rotinas adaptadas, acabaram resultando em progressos significativos, como avanços em socialização, expressão verbal e motricidade.

Desafios como por exemplo, a sua dificuldade de atenção e a socialização, foram enfrentados com suporte contínuo.

O início dele no Atendimento Educacional Especializado ocorreu ainda na educação infantil, com adaptações pedagógicas baseadas no PEI.

Relatórios escolares evidenciaram progressos em socialização, linguagem e coordenação motora, apontando benefícios da intervenção precoce associada ao contexto educacional inclusivo.

Além disso, o envolvimento familiar, foi considerado fator essencial para potencializar os resultados terapêuticos, promovendo continuidade dos estímulos no ambiente domiciliar.

Digo para você, caro leitor, que não há dinheiro que paguei no mundo, quando, o sorriso, o afeto, o avanço em coisas que para muitos , parecem insignificantes, para nós, é mais valioso do que a copa Mundial, ou outra premiação.

É o melhor sentimento do mundo, ver a evolução dos nossos filhos e acredite, que cada lágrima, cada empenho, cada situação adversa, cada fadiga, cada esforço, por quem nós amamos, valem a pena.

Eles são os nossos amores que andam na ponta dos pés!

Respostas de 2

  1. Excelente. Experiência como essa podem mudar vidas e estimular outras famílias e responsáveis a reagirem de outra forma ao receberem o diagnóstico de seus filhos.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *