As mudanças climáticas revelam que a nossa relação com os demais elementos que compõem o meio ambiente é predatória, inconsequente, não simbiótica, expõe a riscos as gerações atuais e futuras e ameaça a continuidade da vida em suas diferentes faces e facetas.

O acréscimo da emissão de gases de efeito é a principal causa das mudanças climáticas. Esse aumento decorre das atividades antrópicas, como agricultura, pecuária, processos industriais, geração de energia e resíduos sólidos.

O manejo indevido de resíduos sólidos, embora subestimado nos levantamentos estatísticos nacionais e internacionais, gera quantidade significativa de gases de efeito estufa, sobretudo o gás metano (CH4), cujo potencial ao efeito estufa é superior ao dióxido de carbono (CO2), resultante de aterramento dos resíduos sólidos, o qual desencadeia a decomposição anaeróbia da parcela orgânica.

É importante destacar que quando descartamos um determinado objeto ou produto, resíduos sólidos, estamos descartando recursos naturais retirados do meio ambiente, comumente do meio ambiente natural e que a exploração e produção também emitem gases que elevam o efeito estufa e interferem nas mudanças climáticas.

A Gestão Integrada de Resíduos Sólidos (GIRES) que produzimos é essencial para mitigar a emissão de gases de efeito estufa. A seleção dos resíduos sólidos na fonte geradora (coleta seletiva) e a destinação da parcela reciclável aos catadores e às catadoras de materiais recicláveis organizados em associação ou cooperativas, o encaminhamento da parcela orgânica ao tratamento, especialmente aeróbio (compostagem) e a disposição final dos rejeitos em aterro sanitário, devidamente monitorado,  são fundamentais para atenuar a emissão de gases de efeito estufa.

Compreendemos que o manejo correto dos resíduos sólidos, da geração à disposição final, demanda investimento na formação em Educação Ambiental, com o propósito de promover mudança de percepção e consequentemente, de ação, uma vez que a maioria  dos geradores e das geradoras não percebe que uma quantidade expressiva dos resíduos sólidos produzida pode retornar  ao setor produtivo (indústrias) e compor a matéria prima para um novo produto, evitando desse modo, a pressão sobre os recursos naturais e; outra quantidade também expressiva, resíduos sólidos recicláveis úmidos ou resíduos sólidos orgânicos pode ser transformada em adubo, com potencialidade agrícola para ser aplicada em diferentes culturas.

Neste contexto, envidamos esforços para favorecer a formação em Educação Ambiental por meio de cursos, palestras, seminários, oficinas, participação na construção de políticas públicas e de nossas obras, cujos conteúdos e estratégias expressam responsabilidade, afetividade e cuidado com o nosso meio ambiente e desperta para a necessidade de lutarmos em favor da justiça ambiental e social, dentre as quais se insere a justiça climática.

Por Profa. Dra. Monica Maria Pereira da Silva

Julho de 2025

Respostas de 3

  1. É especialmente relevante a ênfase na educação ambiental como ferramenta de transformação — só com conhecimento e sensibilização poderemos construir uma sociedade mais justa, consciente e comprometida com a justiça climática.

    1. Agradecemos o seu feedback. Educação Ambiental faz diferença e provoca lindas transformações. Sigamos comprometidos com a justiça ambiental e social.

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